O mundo em imagens


Representar e expressar emoções, pensamentos ou histórias com valor estético – por meio de pinturas ou esculturas, por exemplo – é algo que os seres humanos aprenderam a fazer há milhares de anos. Fornecer ao artista o conhecimento que ele precisa para conseguir localizar a sua própria linguagem dentro das inúmeras correntes produzidas por todo esse tempo de história – ou à margem dela – é a grande proposta do curso de Artes Plásticas da Universidade de Brasília (UnB).

“As artes têm tanto espaço na academia quanto qualquer outra área. Elas constituem, na verdade, um dos mais tradicionais ramos do conhecimento humano”, lembra o professor do Departamento de Artes Plásticas Nelson Maravalhas. Ele destaca que o curso não é voltado especificamente para o desenvolvimento das técnicas. “Quando perguntamos aos calouros o que eles mais esperam do curso, eles geralmente dizem: ‘desenvolver a minha técnica’. Vão, de fato, aprimorar um pouco suas habilidades, mas além disso queremos que desenvolvam um pensamento, uma linguagem própria”.

“O currículo da UnB serviu de base para que o Ministério da Educação elaborasse o currículo básico exigido dos outros cursos do país”, conta Maravalhas. O fluxo das disciplinas é dividido em três etapas, chamadas de núcleos.

A primeira, de fundamentação, tem por objetivo situar os estudantes apresentando algo da história da arte e algumas técnicas. Em seguida, o núcleo de correlação permite ao aluno explorar as possibilidades da UnB, fazendo disciplinas em outras áreas de conhecimento e estabelecendo correspondências com a arte.

Por fim, é no núcleo de aprofundamento que o estudante pode desenvolver sua linguagem ou poética pessoal. Para graduar-se, ele deve, obrigatoriamente, apresentar uma monografia e realizar uma exposição.

Ao exporem, os alunos têm a chance de ser criticados e analisados por professores e colegas. Da mesma forma, podem criticar as exposições dos outros alunos. Esse processo é importante, na visão de Maravalhas, por permitir que o artista aprenda a ver o trabalho que não é o dele. Assim, alguns alunos começam a expor logo nos primeiros semestres do curso, quando já demonstram maturidade para tal. “Aprender a criticar e ouvir as críticas ajuda a melhorar o discernimento. Quanto à melhoria técnica, essa é individual”. Além dos ateliês e das salas de aula, os trabalhos do curso de Artes Plásticas, que dura, em média, quatro anos, podem acontecer nos laboratórios de fundição, para escultura, ou de fabricação de papel

 

 

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